quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como o beija-flor



Há quase um mês morria Wangari Maathai, e justamente por isso só agora faço esses comentários. Não queria que este fosse um post que retratasse a sua morte, e a tristeza de todos que se despediam dela. A professora Maathai merecia mais. Merecia ser exultada, tal qual o povo queniano fez: como uma heroína.

Wangari Maathai, falecida aos 71 anos, no último dia 25, é conhecida por criar o Green Belt Movement, responsável por plantar mais de quarenta milhões de árvores no Quênia. Durante toda a sua jornada, centrou seu trabalho em melhorar a vida das mulheres africanas, construindo uma relação sustentável entre as pessoas, a terra, e a educação.

Nascida em 1940, Maathai conclui os estudos secundários em 1959. Em 1964, tornou-se a primeira mulher da África Oriental a obter o bacharelado em biologia, nos EUA. Em 1966, obteve o mestrado em biologia pela Universidade de Pittsburgh, e, em seguida, trabalhou como pesquisadora na Alemanha, recebendo o seu doutorado em anatomia na Universidade de Nairóbi em 1971, tornando-se a primeira mulher na África Oriental e Central a receber o grau de doutora naquela universidade, onde tornou-se professora de anatomia veterinária. Em 2002, Wangaria Maathai foi eleita para o parlamento queniano.

Em 2004, foi anunciada vencedora do Prêmio Nobel da Paz, por ter se mantido corajosa "contra o antigo regime opressivo no Quênia", de forma que "suas ações contribuíram para chamar a atenção nacional e internacional para a opressão política", sendo a primeira mulher africana a receber tal premiação.

Wangari Maathai foi acometida por um câncer, em Nairóbi, capital queniana, quando estava ainda envolvida no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que tinha como objetivo plantar 1 bilhão de árvores. Todas as homenagens e pensamentos de conforto e exaltação podem ser deixadas em seu Facebook. Segue abaixo um trecho traduzido de 'Eu serei um beija-flor', e a história animada na íntegra, narrada por Maathai.

"Somos constantemente bombardeados por problemas que enfrentamos e, algumas vezes, podemos ficar completamente sobrecarregados. [...] (Mas) nós devemos sempre sentir como um beija-flor.  Posso me sentir insignificante, mas eu não quero ser como os outros animais observando o planeta ir pelo ralo. Eu vou ser um beija-flor, fazendo o melhor que posso." 

Nenhum comentário:

Postar um comentário